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A estréia de Maysa, mas...


Ontem foi registrado o maior indíce de audiência de uma minissérie da globo em anos. Algo por volta de 30 pontos. Isso não aconteceu com nenhuma outra pelo menos nesta década. E nesta década também, quando houve uma queda relativa na qualidade das minisséries e na audiência o que fez a globo reduzí-las e modificar toda a estratégia em torno delas, Maysa merece se destacar.

Mas...

Essa particula adversativa passou pela minha cabeça durante todo o capítulo de estréia. A fotografia estava maravilhosa (porque dessa vez Jayme trabalhou com quem melhor sabe: Affonso Beato, diretor de fotografia premiadíssimo e queridinho de Almodóvar), o cenários deslumbrantes, a produção era simplesmente impecável, a edição era (graças a deus) fora do comum em termos de TV, o roteiro é muito bom pelo visto... mas os diálogos são tão forçados.

O texto e os atores parecem que não encontraram uma linha comum e o diretor deixou passar batido o fato de uma (auto)biografia soar iverossímel. Manoel Carlos (autor) divulgou que muito do que Maysa fala foi tirado dos seus diários. E parece mesmo, o que não é mérito algum, uma vez que, não sei vocês, mas eu odeio quem fala de maneira literal, não parece verdade.

A semelhança dos atores escolhidos é assombrosa, mas isso passa nos primeiros minutos, depois a gente tenta mergulhar na história e ontem, pelo menos, não deu. Muito menos deu pra engolir Ângela Dip fazendo mãe de Maysa... E uma coisa me incomodou profundamente, Larissa Maciel parece ser boa atriz mas precisa ser tão redundante com o "olhar de farol"? Se Maysa passava o tempo todo olhando as pessoas daquele jeito deveria ser muito estranho.

Mas pela qualidade do material bruto vale a pena ver. Quem sabe isso vai entrando no eixo, essa falta de sintonia de atores-texto-telespectador.

Mas (mais uma vez) a cena de Maysa jogando o sapato na plateia e em seguida afirmando "É a primeira vez que canto numa churrascaria (...) eles dizem que vou morrer de fome" já é memorável e mostra que Manoel Carlos é sim grande autor, Monjardim sabe sim ser sensível e Maysa é muito pano pra manga.

ps.: Eu tenho fé que vai melhorar, mas minha ídala acha que tá perfeito. E eu até concordo com o que ela disse, mas me faltou algo. Ao meu coração ainda não falou!

3 Comments:

Polyana Amorim said...

Eu tive a mesma sensação com os diálogos. Não senti naturalidade nas conversas. Tem uma discussão da Maysa com o marido André no quarto de hotel que achei uoh!
Tirando isso (que não é ouca coisa) o resto tá lindo. Fotografia perfeita!

Alexandra said...

é,

lembrei de cadu qd comecei a ficar incomodada com tanta dramaticidade da larissa.

fiquei me perguntando pela maysa tb. será que ela era ssim o tempo todo? mas , pela foto devia ser sim. "que meeeedo!"

adoro vir aqui e saber dessas pequenas coisas da fotografia, de luz, e das histórias que fizeram de cada filme de verdade.dessas que tu sempre me conta.

um beijo.

sticker said...

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